Noite cinéfila, ou terá sido cinófila?


Hoje deu-me uma daquelas nostalgias de passado, de tardes de Sábado a ver a sessão aventura na RTP no tempo em que ainda nem gostava de futebol. Aquela sessão cinematográfica que passava grandes coboiadas (ou as menores do Roy Rogers), filmes de capa e espada, filmes de piratas ou aventuras de Robin dos Bosques, e, de vez em quando, aqueles filmes com as grandes odisseias animais que comoviam famílias inteiras, Rin-tin-tins, Lassies e Disneys.


Pois tinha eu aqui um dvd que mandei vir da alemanha há uns anitos e nunca tinha revisto a adaptação Disney do grande romance de Eleanor Atkinson baseado na história verídica do Greyfriar's Bobby (poderão descobrir mais sobre ele aqui).


Foi uma espécie de purga intelectual voltar a ver uma coisa destas. A inocência e a simplicidade que hoje em dia seriam risíveis, têm um certo encanto que me faz lembrar outros tempos onde também a minha visão do mundo era mais inocente e simples. Ao mesmo tempo é deliciosa esta Escócia romântica dos filmes que consegue estar patente em filmes "a brincar" como estes e ao mesmo tempo em obras geniais como o esquecidíssimo "Tunes of Glory" de Ronald Neame.

E no entanto a história deste cãozito é verdadeira. Acho que deve ser o único cão do mundo a deter "as chaves da cidade" (neste caso, the freedom of the city). E que cidade, a tão romântica e pituresca Edinburgo dos meados do século XIX.


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