Livros do Ano 2012 (VI)




1 - A cortina dos dias, de Alfredo Cunha (Porto)

Grande livro de fotografia sobre o princípio deste fim que agora vivemos.

2 - O Luxo Eterno - Da Idade do Sagrado ao Tempo das Marcas, de Gilles Lipovetsky e Elyette Roux (Edições 70)

Difícil, difícil é dizer bem sobre que trata este livro. é uma obra sobre coisas que nos fascinam e prendem, sobre as ideias que vemos nas coisas e nas marcas, sobre a essência. Um livro que fala sobre a satisfação de um desejo de requinte (créditos para a Ferrero).

3 - As elipses na água, de Javier Sotto y Castro (Bruma)

Há livros que estão condenados à obscuridade. Edição com tiragem limitadíssima, autor  sobre o qual não se encontra qualquer informação, editora (devidamente) obscura com um blogue que esteve online penso que nem um mês. Uma pequena obra-prima.

4 - Num lugar solitário, de Ana Teresa Pereira (Relógio d'Água)

Quando se diz que há autores que estão sempre a escrever o mesmo livro, Ana Teresa Pereira é precisamente assim. O resultado é que o livro é sempre bom. 

5 - Lisboa, uma cidade em tempo de guerra, de Margarida de Magalhães Ramalho (IN-CM)

Uma edição importante em que se cruza a história urbana com a história dos refugiados e dos passantes. Um documento impressionante.

5 - Persépolis, de Marjane Satrapi (Contraponto)

Finalmente em língua portuguesa. Continuo na dúvida se gosto mais do filme ou da BD...

6 - Paulo Guilherme, de Silva Designers (IN-CM)

Há uns anos valentes (mais de dez) estive no estúdio do Paulo Guilherme - filho do Olavo de Eça Leal (se não sabem quem foi, investiguem) - porque um editor com quem eu trabalhava queria fazer uma reedição do "Iratan e Iracema" de seu pai (que o Paulo Guilherme realizou em filme no final dos anos 80).
Foi uma das experiências que me marcaram. Este era um artista completo: arquitecto, designer, pintor, realizador, escritor, polemista, ensaísta e provavelmente um dos melhores conversadores com quem alguma vez privei.
Esta homenagem ao homem e ao artista é mais do que devida.

Bónus

1 - Contos escolhidos, de Isaac Babel (Relógio d'Água)

Se não o escrevi ainda, escrevo agora. Esta edição irrita-me imenso. O Isaac Babel é um dos melhores contistas russos mas com produção bastante contida. Publicar-se uma edição de contos escolhidos com quase 300 pp. quando os seus contos completos não ultrapassam em muito as 400 é uma frustração de edição. Ainda assim um grande livro na ausência do todo.

2 - Pessoa existe?, de Jerónimo Pizarro (Ática)

Talvez a provocação intelectual do ano.

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