Livros do Ano 2012 (II)


Aqui seguem mais sete dos meus livros do ano. Mais uma vez, sem que a numeração implique qualquer tipo de valoração.

1 - A Polaquinha, de Dalton Trevisan (Relógio d'Água)

Ainda estive para colocar o «Vampiro de Curitiba» mas adoro romances construídos de contos. este é um deles daquele que é provavelmente um dos maiores contistas do século XX em língua portuguesa.

2 - Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, de Pablo Neruda (Relógio d'Água)

Porque eu nunca consigo evitar Neruda.

3 - Kafkiana, de Agustina Bessa-Luís (Guimarães)

Reconhecendo-lhe o valor, não sou grande fã de Agustina. mas sou-o de Kafka e aqui o casamento é quase perfeito.

4 - Necrópole, de Santiago Gamboa (Eucleia)

Um romance portentoso, ainda o estive para publicar na Ulisseia. A prova de que a literatura sul-americana tem outros espaços que não apenas o do realismo mágico. Este romance alegórico-metafórico é um desafio à compreensão do nosso mundo e da presença constante da morte. (Li no original.)

5 - Domar os Deuses - Religião e Democracia em Três Continentes, de Ian Buruma (Edições 70)

O fenómeno religioso e as suas relações com a política e sociedade. Um livro marcante.

6 - Jesus Cristo Bebia Cerveja, de Afonso Cruz (Alfaguara)

O Afonso Cruz não larga as minhas escolhas do ano há, creio, pelo menos uns 3 ou 4 anos. Deve ser porque tem aquela coisa notável de não parecer um escritor quando escreve.

7 - Fernando Guedes - o decano dos editores portugueses, entrevista de Sara Figueiredo Costa (Booktailors)

Mais do que o livro em si - que vale muito a pena - o conceito e a importância da colecção e do que com ela se pretende. Bravo. Precisamos muito de memória na edição portuguesa. Espero volumes sobre o Luís Oliveira, Luís Amaro, Vítor Silva Tavares e outros.

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